RegiãoTodasAtaques de escorpião em Bastos tem aumento de 27%. 1 a cada 200 moradores foi picado em 2019.

Redação Redação28 de janeiro de 2020
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Com pouco menos de 21 mil habitantes, Bastos notificou no ano passado, 211 ocorrências, quase o mesmo número que Tupã, cuja população é o triplo

Balanço divulgado pela Vigilância à Saúde, da Prefeitura de Bastos, a pedido da Tribuna aponta que no ano passado o município contabilizou 211 ocorrências de picadas de escorpião. O número corresponde a um caso a cada 42 horas.

Os acidentes desse tipo em Bastos em 2019 tiveram aumento de 27% sobre os 166 registrados pela Vigilância à Saúde no ano anterior.

Ainda em 2019, o contingente de vítimas locais ferroadas por escorpião foi praticamente o mesmo de Tupã, que teve 215, 15% a mais em relação ao ano anterior, segundo comparativo apresentado pela Secretaria de Saúde da cidade vizinha.

No entanto, a probabilidade de uma pessoa sofrer acidente com escorpião em Bastos é três vezes maior que em Tupã.

Isso porque a Capital do Ovo tem 20.953 habitantes, enquanto a população da Capital da Fotografia é de 65.524, ou seja, mais de três vezes maior.

Em Bastos, a cada grupo de 200 moradores, um foi picado por essa espécie de aracnídeo no ano passado.

Em Tupã, essa relação foi de um para 660 no mesmo período.

Outro motivo de preocupação é que a grande maioria dessas ocorrências nas duas cidades é causada pelo escorpião amarelo, que figura entre os três mais peçonhentos do planeta.

Neste ano, até quarta-feira, dia 22, a Vigilância à Saúde já havia notificado nove casos de picada de escorpião em Bastos.

Ações

A diretora do órgão, Andréia Guirau de Oliveira, disse que o município realiza um conjunto de medidas em busca de reduzir a incidência do escorpião.

“Os mutirões de limpeza, por meio dos quais a população colabora removendo de suas casas materiais em estado de descarte, a manutenção dos espaços públicos limpos e as ações de orientação aos moradores, por meio de visitas domiciliares, sobre dicas para se evitar a presença de escorpiões e os riscos de sua picada, são algumas das iniciativas adotadas pela Vigilância em Saúde”, enumerou.

Andréia de Oliveira frisou que nas visitas domiciliares, agentes comunitários de saúde distribuem à população cartilhas com procedimentos que devem ser executados pelos moradores para evitar o surgimento de focos de escorpiões.

Soro

Utilizado no tratamento para a picada do escorpião, desde 2015 o soro antiescorpiônico é disponibilizado apenas nos hospitais de referência do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na microrregião de Tupã, o antídoto é oferecido na Santa Casa de Misericórdia, aos moradores picados por escorpião na própria cidade e em Bastos, Iacri, Arco-Íris, Herculândia, Rinópolis e Queiroz.

Crianças, idosos e pacientes com doenças que afetam o quadro imunológico correm maior risco de vida quando sofrem inoculação do veneno do escorpião e, portanto, necessitam de maiores cuidados.

Cuidados para evitar acidentes com escorpiões:

É importante que as famílias sempre mantenham quintal e jardim da residência limpos, evitando o acumulo de lixo, entulho e ambiente úmidos, que podem servir como criadouros de baratas, o principal alimento dos escorpiões, cujos hábitos são noturnos.

Deve-se tampar frestas e buracos nas paredes e manter os ralos fechados, pois esses aracnídeos costumam ficar alojados no esgoto e invadem a casa pela tubulação.
Em caso de picada, a coisa certa a fazer é lavar o local afetado com água e sabão e procurar imediatamente atendimento médico.

Nunca se deve amarrar o local nem jogar produto sobre a picada. Recomenda-se aplicar uma compressa com água quente para aliviar a dor, que é muito forte.

Também é aconselhável levar o animal, vivo ou morto, para o hospital, onde a vítima será tratada com soro antiescorpiônico ou soro antiaracnídico.

*Informações Jornal Tribuna





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