SaúdeTodasMaconha faz mal. É a conclusão de um estudo da USP

Em vez de reduzir danos, maconha pode piorar vício em cocaína e crack, diz estudo
Redação Redação16 de janeiro de 2020
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Pessoas com dependência em cocaína e crack por vezes associam fumar maconha a uma forma de atenuar a “fissura”, ou ansiedade, por aquelas drogas. Essa associação já foi inclusive endossada no passado por pesquisas científicas e profissionais de saúde como estratégia de redução de danos.

Mas não é o que indicam agora pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em um artigo publicado em dezembro no periódico internacional “Drug and Alcohol Dependence”.

Acompanhando o histórico de 123 pessoas em etapas de um, três e seis meses — 63 dependentes de cocaína e usuários recreativos de maconha; 24 dependentes de cocaína, apenas; e 36 voluntários saudáveis, sem histórico de uso de drogas, compondo um grupo controle —, os autores afirmam praticamente “descartar” o uso da maconha fumada como estratégia de tratamento para dependentes de cocaína.

Isto porque, a médio e longo prazo, a associação entre essas drogas mostrou maior propensão à recaída e piora em capacidades cognitivas, como na atenção e memória. Mas não descartam, porém, o potencial de exploração para tratamento da dependência em cocaína de uma substância específica da maconha, o canabidiol. Isolado, este componente tem demonstrado efeito terapêutico para outros usos.

Apesar de ser focar dependentes de cocaína (ou crack, originado da mesma planta, mas fumado), os pesquisadores da USP dizem que seus resultados têm ressonância no uso recreativo da maconha pelo público em geral e seus efeitos psiquiátricos (confira mais abaixo).

“A cocaína está no grupo das substâncias denominadas estimulantes, como a metanfetamina e outros sintéticos. Já a maconha tem uma classificação de droga perturbadora da atividade mental, que pode produzir efeitos psicóticos, mas cujo uso é associado a uma sensação de relaxamento, de diminuição da ansiedade. São efeitos encarados como complementares, portanto a frequência que vemos dos usuários associarem essas substâncias”, explica Hercílio Pereira de Oliveira Júnior, primeiro autor do artigo, doutor e pesquisador em psiquiatria na Faculdade de Medicina da USP.





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