PolíticaTodasVereador Valter Moreno diz que continuará seu trabalho mesmo afastado da cadeira de vereador.

Jornal Diário Tupã Jornal Diário Tupã25 de novembro de 2019
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Em coletiva à imprensa realizada na manhã da última sexta-feira, dia 22, o vereador Valter Moreno Panhossi (DEM) prestou esclarecimentos sobre a decisão judicial que o afastou do cargo, em ação civil de improbidade administrativa, por violação dos princípios administrativos, após ter sido divulgado o conteúdo de uma conversa gravada pelo assessor do vereador Tiago Matias (PRP).

Panhossi explicou que nessa reunião estavam presentes Tiago Matias e seu assessor parlamentar, o prefeito cassado José Ricardo Raymundo (PV) e o então secretário de Governo, Moacir Monari. “Nessa reunião, iríamos marcar para ver algumas obras na cidade, para dar andamento a esses projetos”, afirmou.

Panhossi explicou que o vereador Tiago Matias e seu assessor o procuraram para conversar.  Ao longo da conversa, o assessor dele colocou o celular para gravar. “O conteúdo da conversa é pública e está aí para todos que quiserem ouvir”, afirmou.

Segundo o vereador afastado, nessa gravação o Ministério Público entendeu que Matias foi pressionado para votar em Panhossi para presidente da Câmara Municipal.

Panhossi explicou que o Ministério Público solicitou inicialmente seu afastamento, que não foi concedido nas duas primeiras instâncias de julgamento. “O Ministério Público recorreu ao Supremo Tribunal Federal”, disse.
De acordo com o vereador afastado, o ministro relator do processo explicou que não houve crime e nem motivo para seu afastamento.

“Mas, para nossa surpresa, quando do julgamento, um dos ministros que estava lá pediu vistas do processo e votou pelo meu afastamento. Na decisão, ele disse que eu ficaria afastado até o término do processo”, explicou. “Já entramos com embargo declaratório para entender essa última ação. Meus advogados já estão providenciando outros recursos e vamos esperar a determinação da justiça”, acrescentou.

A próxima audiência que analisará esse caso está marcada para o dia 20 de fevereiro de 2020.  “Entendemos que a parte desse agravo termina no dia 20 de fevereiro. Entendendo um pouco o acontecimento, acreditamos que, independente do mérito, estaremos retornando, ou até mesmo antes desse dia”, afirmou.
Valter Moreno Panhossi disse que irá manter seus trabalhos como vereador, mesmo afastado, mas agora de forma independente.

“Vou continuar sendo vereador. Vou continuar com meu trabalho independentemente de estar na Câmara. Esse trabalho eu já realizo dentro da Associação São Vicente de Paulo, com os vicentinos, há 40 anos, atendendo incansavelmente a população”, ressaltou.

Panhossi explicou que a decisão ainda não tratou sobre o mérito da questão, mas apenas sobre o seu afastamento. “O Tribunal de Justiça entendeu que poderia atrapalhar as provas. Em momento nenhum eu ofereci ou pedi vantagens. Isso não é de meu feitio. Respeito a justiça, mas acho que nesse caso houve uma grande injustiça. Eu não falei de modo nenhum com relação a oferecimento de secretaria, ou relação de compra ou deixar de comprar. Simplesmente eu falei para ele (Tiago Matias) que se ele já tinha prometido algo, teria que cumprir”, explicou. “O não cumprimento disso evidentemente que, se houvesse seis assinaturas, poderia se abrir uma CP (Comissão Processante) que não tinha. Como disse, foi aberta por um cidadão tupãense”, completou.

Nota
A assessoria parlamentar de Valter Moreno Panhossi encaminhou uma extensa nota, onde o mesmo apresenta um relatório sobre suas ações como vereador. “Portanto, ao longo dos anos de minha atuação política, sempre agi com extremo zelo ao erário, me pautando nos princípios da ética e respeito aos meus pares, autoridades e principalmente à população, conforme pode ser observado pelo trabalho prestado em todos esses anos.

Posto isso, entendemos ser injusta a decisão liminar e não unânime por parte do Tribunal de Justiça, que nos afasta de um mandato conquistado de forma digna e justa, dentro dos princípios democráticos e com o apoio da população tupãense”, pontuou. “Confio que o Judiciário irá reparar esta injustiça praticada contra o nosso mandato, portanto, irei recorrer à decisão, bem como prestar todos os esclarecimentos necessários, como já tenho feito em todas as vezes que fui chamado”, concluiu.





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