RegiãoTodasPolicial consola motorista de ônibus após acidente que matou mulher em moto: ‘Me coloquei no lugar dele’

G1 G123 de novembro de 2019
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Com quase 20 anos de experiência em suas profissões, um policial militar e um motorista de ônibus protagonizaram uma cena emocionante durante o atendimento a um acidente grave em Bauru (SP) nesta semana.

Um motociclista trafegava pela região central quando bateu na lateral de um ônibus e a garupa caiu. A mulher, de 31 anos, acabou sendo atropelada pelo veículo e morreu no local.

Quando o cabo André Gustavo Ferreira da Silva chegou ao local do acidente, encontrou o motorista, Rogério Antônio Souza, sentado no chão do ônibus, em prantos. O policial chamou o motorista pelo nome e o abraçou, em uma cena que causou comoção.

A atitude de empatia do policial recebeu várias mensagens de apoio e elogio.

“Nós chegamos no local para atender uma ocorrência de gravidade, já sabíamos que o Samu estava no local e tinha constatado um óbito e o motociclista estava sendo atendido, então eu fui procurar o motorista do ônibus e me deparei com a situação dele, sentado no assoalho do ônibus chorando. Minha primeira reação foi tentar trazê-lo à realidade, eu chamei ele pelo nome três vezes, para ele sair dessa situação, se levantar”, conta o cabo da PM.

O abraço foi registrado pelo cinegrafista da TV TEM Marcelo Risso.

“A gente aprende desde pequeno aquela máxima de amar ao próximo como a si mesmo. E eu me coloquei no lugar dele, da cena que ele viu quando saiu do ônibus após o acidente, ele estava muito abalado e perdido.”

“A primeira coisa que senti no meu coração foi que ele precisava disso, daquele momento do abraço, do aperto de mão e de uma palavra de consolo”, completa.

André conta ainda que ficou pouco mais de um minuto abraçado com o motorista até ele parar de chorar e ele perceber que a situação estava mais controlada. Segundo o policial, a maior preocupação do motorista era com as vítimas do acidente.

“Ele falava o tempo todo a moça morreu, queria saber como o motociclista estava. A gente é motorista também, sabe como é, estamos sujeitos a isso e foi uma fatalidade. Tentei na conversa deixar isso claro para ele, que foi uma fatalidade, que foi muito triste, mas que ele não tinha culpa.”

Ainda segundo o policial, apesar de já ter atendido inúmeros casos de acidente, inclusive com mortes, essa ocorrência foi bastante especial. “Porque foi no centro da cidade e tinham tantas pessoas ali que poderiam ter essa atitude, mas estavam ali em silêncio, só olhando e eu vi que tinha que tomar alguma atitude, mesmo fardado, fazendo o meu trabalho. Então foi muito emocionante e algo que eu vou guardar para sempre.”





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