PolíciaTodasMenino de 12 anos confessa ter matado menina de 9 anos na Zona Norte de SP, diz polícia

Redação Redação1 de outubro de 2019
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Um adolescente de 12 anos confessou ter matado sozinho a menina Raíssa Eloá Caparelli Dadona, de 9 anos, no domingo (29), segundo a Polícia Civil. A confissão ocorreu durante a madrugada desta terça (1º) na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Centro de São Paulo. De acordo com a polícia, ele se recusou a dizer a motivação do crime.

O garoto prestou depoimento na 5ª Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente do DHPP, acompanhado pelos pais, entre a tarde de segunda (30) e começo de madrugada desta terça. Ele foi descrito pelos policiais com frieza e só respondia sim ou não aos questionamentos.

A Justiça determinou a apreensão do adolescente investigado. Ele será ouvido por promotores do Departamento de Infância e Juventude do Ministério Público (MP). E, posteriormente, deve ser encaminhado a uma das unidades da Fundação Casa, entidade que visa recuperar menores infratores.

O adolescente e a menina moravam na mesma rua no bairro Morro Doce, na Zona Norte de São Paulo, e nos últimos dias estavam bem próximos, segundo a vizinhança. Amigos da família contam que os dois estavam tão apegados que a mãe da Raíssa levou o adolescente a um culto junto com a filha em uma igreja evangélica, no mês passado. Raíssa fazia tratamento para autismo há um ano.

Causa da Morte

A Polícia Civil de São Paulo investiga se a Raíssa foi asfixiada e se sofreu violência sexual. Laudo da Polícia Técnico-Científica irá apontar a provável causa da morte da menina, que foi encontrada amarrada a uma árvore e sem vida, no Parque Anhanguera. Ela estava suspensa pelo pescoço, o que sugere a suspeita de asfixia.

Raíssa havia desaparecido em uma festa em um Centro de Educação Unificado (CEU) próximo ao local do crime. O corpo dela foi submetido a exame sexológico porque foram encontrados ferimentos compatíveis com quem poderia ter sofrido violência sexual.

Câmeras de segurança gravaram o garoto e a menina antes do crime. Eles aparecem caminhando de mãos dadas. Além disso, o adolescente deu versões diferentes para o caso.

Versões conflitantes

Foi o próprio adolescente quem procurou a administração do parque para informar sobre a localização do corpo no domingo.

De acordo com a polícia, o adolescente de 12 anos, confessou ter matado Raíssa, mas depois mudou de versão. Ele teria dito à mãe que matou a menina após chegar em casa no dia do crime. No entanto, na delegacia, o garoto falou que foi forçado por um homem de bicicleta, que o ameaçou com um faca e o forçou a ajudar a matar a garota.

Sumiço

Em depoimento à polícia, a mãe de Raíssa, Vânia, contou que levou a garota e o irmão mais novo para uma festa no CEU Anhanguera por volta das 12h de domingo. O local estava cheio de crianças.

Em dado momento, a mãe deixou a filha no pula-pula e foi buscar pipoca para o outro filho. Ao retornar, não a encontrou mais. A gestora do CEU procurou a criança e pediu apoio a visitantes.

A garota morava no bairro Morro Doce, ao lado do CEU, desde 2017. Ela fazia tratamento no Núcleo de Apoio às Pessoas com Deficiência porque era tímida e havia suspeita de ser autista. Outros alunos do espaço fizeram desenhos nesta terça em homenagem à colega que morreu.

O adolescente e a menina se conheciam. As casas deles ficavam distantes uma da outra a cerca de 100 metros de distância. Os dois costumavam brincar juntos.

O corpo de Raíssa, foi sepultado na tarde de segunda-feira (30), no Cemitério Municipal de Perus, na Zona Norte de São Paulo.





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