SaúdeTodasLeishmaniose: casos da doença aumentaram 43% neste ano

Jornal Diário Tupã Jornal Diário Tupã17 de setembro de 2019
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O período de altas temperaturas colabora com a proliferação de mosquitos e novas contaminações de doenças como a dengue, chikungunya, zika vírus e leishmaniose. Nesse período do ano, a população deve redobrar sua atenção, cuidar ainda mais dos quintais e encaminhar denúncias de lotes abandonados para a Prefeitura de Tupã, por meio da Ouvidoria Municipal, pelo telefone 0800-773-1600.

Para piorar ainda mais a situação, o município sofre com constantes casos de abandono de animais que podem se tornar hospedeiros do mosquito palha, por exemplo. Muitos cães se encontram abandonados nas ruas e se abrigando em locais sujos. Ao encontrar local para se hospedar, o mosquito aumenta as chances de procriação, multiplicação e desenvolvimento. 
Os casos de leishmaniose em animais, no município, aumentaram 43,79% no atual período de 2019, em relação a todo ano de 2018.
Segundo dados da assessoria de comunicação da Prefeitura de Tupã, no ano de 2018 foram registrados 137 casos de leishmaniose em animais. Neste ano, já foram registrados 197 casos confirmados.
Os casos de leishmaniose em humanos tiveram aumento de 50% no período pesquisado. No ano de 2018 foram contabilizados, pela prefeitura, dois casos e, neste ano, até o momento, três casos com um óbito registrado.
A Secretaria Municipal de Saúde informou também que, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) vem intensificando as ações de controle e combate à doença, através da ampliação das equipes destinadas à busca ativa de casos suspeitos, cumprimento do protocolo do Ministério da Saúde em casos positivos, além da ampliação do trabalho de conscientização da população visando a eliminação do mosquito palha, transmissor da leishmaniose.
Vale lembrar que as raposas, os roedores e os equídeos também são considerados reservatórios dessa doença. Recentemente, a doença foi descrita em gatos domésticos, sendo chamada de leishmaniose felina.

A leishmaniose é transmitida ao homem por meio da picada do mosquito, após ter picado um animal infectado. É importante ressaltar que a leishmaniose não tem cura e pode colocar a vida do seu cão em risco.
As fêmeas do mosquito-palha aparecem pela manhã e na parte da tarde, sempre rondando pessoas e animais para alimentar-se de sangue.

 

Sintomas

Alguns sintomas da leishmaniose nos animais são: enfraquecimento do pelo, ferida no focinho, apatia, perda de peso, e aumento do volume abdominal.
No entanto, muitas vezes o animal pode não apresentar nenhum sintoma. Somente um exame específico pode confirmar se o animal está infectado ou não. No homem, os sintomas podem ser escamação da pele em volta da boca e couro cabeludo, com surgimento de pequenos abcessos na superfície do crânio. O diagnóstico pode ser comprovado através de exames de sangue.

 

Combate
Para evitar a propagação da leishmaniose, aconselha-se primeiramente evitar a proliferação do mosquito-palha, mantendo o ambiente limpo, livre de entulhos e acúmulo de lixo. Higiene e limpeza são fundamentais para diminuir a incidência do mosquito-palha. O uso de telas em portas e janelas também é recomendado. Outra dica é passear com o seu cachorro durante o dia, já que os mosquitos são mais ativos na parte da noite.





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