CotidianoTodasCAMTUR denuncia supostas irregularidades no processo eleitoral do Conselho Tutelar de Tupã

Jornal Diário Tupã Jornal Diário Tupã5 de setembro de 2019
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O presidente do Camtur (Conselho das Associações de Moradores de Tupã e Região), Luís Alves de Souza, foi à tribuna livre da Câmara Municipal, na última segunda-feira, dia 2, para denunciar supostas irregularidades cometidas no processo eleitoral organizado para escolha de novos conselheiros tutelares em Tupã. 
As denúncias foram apresentadas ao Ministério Público e à Defensoria Pública. “Encaminhamos as denúncias para que esses órgãos possam apurar as possíveis irregularidades, e que tenhamos uma eleição do Conselho Tutelar com lisura, isonomia e respeito”, disse.

Segundo Luís Alves, o processo não oferece as mesmas condições de igualdade para todos os candidatos. “Vimos que alguns candidatos com maior condição de interlocução colocaram em algumas entidades, como representante e com direito a voto, pai, mãe, tio, irmão, cunhado, primo, entre outros. Nós entendemos que isso não é somente uma falta de respeito, como um verdadeiro conluio para se beneficiar de uma votação que possa lhe conduzir ao cargo”, ressaltou. 

O cargo de conselheiro tutelar tem duração para quatro anos, com salário de cerca de R$ 2,3 mil mensais
Para Luís Alves, alguns candidatos estão trabalhando de forma  desesperada, ultrapassando o limite da lei, que é a isonomia, igualdade e harmonia. “Quando vemos que há um processo, no nosso entendimento, com falta de lisura, podemos imaginar que tipo de Conselho Tutelar teremos nesse período de quatro anos”, afirmou.  “O que esperamos é que o conselho diante dessas denúncias possa explicar as razões desses problemas. Espero que o conselho possa dizer à promotoria o que é que está acontecendo, para que possamos tomar conhecimento e tenhamos um processo com lisura e transparência dentro da legalidade”, acrescentou. 
Luís Alves solicitou do Ministério Público informações sobre como foi elaborada a lista de eleitores e seus critérios.

“Causa-nos estranheza que determinadas entidades, que nada tem a ver com a vida social e política e assistencial da nossa cidade, estão envolvidas no rol dos eleitores. Enquanto que a Santa Casa e o Hospital São Francisco, por exemplo, que tem importante serviço prestado ao nosso município, não estão nesse rol. Só uma parte das igrejas participa, outras não. Há pessoas votando por duas entidades, há entidades votando duas vezes, enquanto outra entidade não vota. Tem escolas infantis particulares que votam duas vezes, enquanto outras escolinhas do mesmo segmento não estão representadas. Isso nos causa dúvida quando a lisura desse processo. Talvez seja por conta das amizades dos candidatos com determinadas entidades”, afirmou.

Luís Alves explicou que há uma relação de nomes de eleitores entregue de forma diferenciada aos candidatos.  Para alguns privilegiados, a lista é outra. “É uma lista com mais dados sobre os eleitores, informações, telefone celular particular. Tudo isso nos remete a entender ou imaginar que há falta de lisura”, destacou.





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