CotidianoTodasTupã receberá dia 05 de setembro evento com sobreviventes das bombas atômicas da Segunda Guerra Mundial.

Redação Redação26 de agosto de 2019
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No dia 6 de agosto de 1945, por ordem do presidente americano Harry Truman, o bombardeiro Enola Gay sobrevoou o céu de Hiroshima. Acoplado a ele, um dispositivo apelidado de “Little Boy” (garotinho).
Apesar do apelido no diminutivo, a bomba era superlativa em tudo: com três metros de comprimento, 71 centímetros de largura e massa de aproximadamente 4400 quilos, ela continha em seu núcleo urânio 235 e tinha potência equivalente à de 20 mil toneladas de TNT. 

A “Little Boy” explodiu no ar, acima de um hospital. No centro da explosão, a temperatura foi de 1 milhão de graus Celsius. A três quilômetros de distância, a bola de fogo era cem vezes mais luminosa que o Sol.
A explosão causou um vento que varreu Hiroshima a 1500 km/h. Num raio de até dois quilômetros do epicentro, a maioria das pessoas morreu em poucas horas, quase todas totalmente carbonizadas.

De acordo com o livro “Hiroshima and Nagasaki – The Physical, Medical, and Social Effects of the Atomic Bomb”, de Iwanami Shoten, houve cerca de 140 mil mortes neste ataque. Um região de 13 quilômetros quadrados foi transformada em ruínas e mais de 90% das 76 mil construções da cidade foram dizimados.

O local virou um inferno, corpos ardiam estirados nas ruas, nos bondes, nas poucas casas que tinham sobrado. Quem chegou a Hiroshima até 100 horas depois da explosão, também foi seriamente afetado pela radiação.
Quase todos os sobreviventes deste ataque, entretanto, passaram suas vidas espalhando não uma mensagem de vingança ou de ódio, mas usando suas forças para promover o perdão e a paz.

Três destas pessoas estarão em Tupã no próximo dia 5 de setembro, em evento que acontece na Faccat, a partir das 19h30. Os japoneses Takashi Morita, Kunihito Bonkohara e Junko Watanabe irão apresentar seus relatos e memórias, dando sequência a uma inspiradora missão que teve início há muito tempo: apresentar o horror para que ele nos mostre o caminho da paz.

O evento é gratuito e aberto a todos os públicos. Vale a pena, para conhecer um pouco mais sobre um dos capítulos mais terríveis da história da humanidade e sobre como, apesar de tudo, ainda é possível buscar a redenção.

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Fonte: O Observador 





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