ColunistasDestaqueMais PolíticaTodasA nova “Idade das Trevas” do excesso de informações inúteis.

Redação Redação15 de abril de 2019
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Não caçamos mais bruxas com tochas nas mãos pelas madrugadas escuras, mas discutimos com toda certeza embasados por uma afirmação, sem comprovação, recebida em um grupo de WhatsApp. 

Somos privilegiados por termos acesso a mais informação, do que nossos bisavós sonhavam em ter. Hoje um acontecimento se espalha por todo mundo em menos de alguns segundos, o que antes demoraria, dias, meses, ou até anos. 

Na antiguidade uma construção poderia durar de 30 a 50 anos, e não estamos falando de empreiteiras brasileiras com aquele jeitinho, e sim da construção das Pirâmides do Egito, e por mais grandiosa que tenha sido a obra, apenas aqueles que passaram por lá puderam ver. 

Hoje podemos acompanhar ao vivo, um acontecimento do outro lado do mundo, e não estou falando de uma grande emissora de TV, e sim de uma pessoa comum transmitindo por uma live no Facebook. 

Mesmo com todo esse acesso a informação estamos cada vez mais desinformados. Cada vez mais, sabemos menos!

Algumas verdades do nosso mundinho cotidiano são mais castradoras que o velho positivismo de Comte, onde algo só podia ser estudado se fosse, palpável, visível e mensurável. Sim um método arcaico, rudimentar, falho entre outros adjetivos que poderia elencar, mas ainda sim um método. 

Quem compartilha notícias falsas, ou destorcidas, não teve o menor cuidado em confirmar, e nem falo de um método sofisticado de confirmação, uma simples pesquisa no Google pode salvar de uma vergonha de espalhar uma notícia falsa. 

Vivemos em tempos de superinformação, e não estamos sabendo lidar com esse privilégio. Temos a liberdade mais falsa do que a censura declarada. Vivemos em um tempo onde um humorista é condenado a prisão por fazer piada com um político.

Vivemos em um tempo onde estamos recriando a luta de “Direita” e “Esquerda”, sem nem saber o que são de fato. Aos formados em política pela “Faculdade do Zap” o PSDB é um partido de Centro-Esquerda. O Partido Novo é algo inominável, que realmente junta aspectos da política financeira liberal e aspectos culturais, tradicionalmente de esquerda, mas acho que para este cabe uma análise mais aprofundada. 

O que devemos fazer sempre é pensar, pensar antes de falar, pensar antes de criticar, pensar antes de contestar, e não é vergonha alguma buscar bases para o nosso pensamento, pois só crescemos se nossos alicerces forem sólidos, então vamos usar toda a informação que podemos conseguir para EVOLUIR.

Por: Diego Pereira – Redator do Portal Mais Tupã!; Pesquisador pelo CNPq; Consultor empresarial; Bel. em Psicologia.  





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