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Mariane Mariane16 de julho de 2018
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Tupã já registra 84 incidentes com escorpiões em 2018. Picadas podem ser mais graves em crianças e idosos. 

A Secretaria Municipal de Saúde continua orientando a população sobre os cuidados e precauções para evitar o aparecimento de escorpiões. Notificações sobre o aparecimento do aracnídeo têm sido recorrentes no município.
De acordo com a Secretaria de Saúde, algumas medidas simples podem ajudar a prevenir acidentes, como retirar todo acúmulo de madeira e entulhos dos quintais dos imóveis e proteger soleiras das portas com borrachas ou sacos de areia.
Outros cuidados incluem fechar ralos de banheiro, pias e tanques, manter limpas e vedadas as caixas de gordura, esgoto, de rede elétrica e telefônica, manter móveis desencostados das paredes, a pelo menos cinco centímetros.
Segundo a enfermeira responsável pelo Setor de Combate Endemias, Juliana Yuri Ueji Begnossi, no primeiro semestre de 2018 já foram notificadas 84 picadas por escorpião, enquanto que no mesmo período de 2017 o número foi de 75. Houve um aumento, portanto, de cerca de 12%. “Os escorpiões possuem facilidade de se adaptar a qualquer ambiente, já que são transportados de um local para outro, por meios como materiais de construção, blocos, telhas, madeiras, entre outros”, explicou Juliana.
Além disso, o animal costuma se alojar em locais escuros e úmidos. Por isso, tendem a se abrigar na área externa das residências, em caixas de contenção, madeiras acumuladas, frestas e rachaduras de construção. Já nas áreas internas, podem se abrigar dentro de calçados, em roupas que ficam penduradas em portas ou em outros locais, embaixo ou atrás de móveis.
A enfermeira responsável pelo Setor de Vigilância Epidemiológica, Joselaine Pio Rocha, também orientou sobre o que a vítima deve fazer caso seja picada por escorpião. “A picada pode ser leve, moderada ou grave. Qualquer que seja a situação, é necessário a vítima procurar o pronto-socorro para ser avaliada. Em caso de picada leve, a pessoa recebe uma anestesia para aliviar a dor e, em casos mais graves, é administrado o soro antiescorpiônico. Quanto mais rápido a pessoa procurar por tratamento, melhor e mais rápida será a recuperação”, explicou.
Ainda segundo Joselaine, a orientação é que a pessoa lave o local da picada, não fure e não esprema o local. “Se atingir os membros inferiores, como pernas e pés, vá ao pronto-socorro com os membros elevados para melhorar a circulação do local, evitando coagulação de sangue”. 

Soro antiescorpiônico

O município de Tupã é referência na aplicação de soro antiescorpiônico, indicado como uma das formas de tratar o envenenamento causado pela picada de escorpiões do gênero “Tityus serrulatus”.
A solução fica armazenada na Santa Casa, que também atende os municípios de Arco-Íris, Herculândia, Iacri, Rinópolis e Queiroz. Além do antiescorpiônico, também estão disponíveis os soros do tipo antitetânico, antiaracnídeo e antiofídico, todos armazenados na Santa Casa de Misericórdia. 
O efeito do soro antiescorpiônico tem início imediatamente após sua administração, neutralizando as toxinas do veneno encontradas no sangue e possivelmente nos tecidos. Quanto mais rápida for a aplicação do soro, maior é o potencial de tratamento.
A solução antiescorpiônica é necessária quando a vítima apresenta, além de reações locais (como dor, edema e vermelhidão), algumas alterações sistêmicas renais, neurológicas hemorrágicas, entre outras.

Fonte: Diário de Tupã

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