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Mariane Mariane17 de maio de 2018
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Governo Ricardo Raymundo encontra dificuldades para executar obras no município. Projetos paralisados representam muito dinheiro: mais de R$ 13 milhões.

A Prefeitura de Tupã ainda encontra dificuldades para executar obras no município, como a revitalização do antigo Country Clube, do Parque das Nações Indígenas e revitalização da Avenida Tamoios, todos com recursos do governo estadual, com verbas específicas do turismo. 
Os três projetos representam investimentos de cerca de R$ 18 milhões, mas poderão ficar ainda mais caros, com aditamentos e novas licitações que deverão ser realizadas pela prefeitura em atendimento às exigências do DadeTur (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias Turísticas).
Não há uma explicação clara e transparente do que poderia estar acontecendo, se o problema é junto ao órgão estadual, que estaria sem recursos para novos investimentos, ou está ligado a indefinições do projeto na alçada local. Também, a questão pode ser política, com o favorecimento pelo governo estadual de administrações tucanas.
Para se ter ideia, as obras do Country Clube estão avaliadas em cerca de R$ 2,7 milhões; do Parque das Nações Indígenas, em cerca de R$ 5 milhões; e da revitalização da Avenida Tamoios, em cerca de R$ 7,8 milhões. Somente esses três projetos teriam custos de cerca de R$ 18 milhões, considerando a contrapartida, que também será difícil conseguir, diante do atual quadro de dificuldades financeiras.
O prefeito José Ricardo Raymundo (PV) destacou que a maior preocupação da sua gestão se refere às obras do Parque Ecológico “Izidoro Néchar”, na baixada da Avenida Tamoios, e da primeira etapa do projeto de macrodrenagem. Essas duas obras, porém, recebem recursos do governo federal, que deu um ultimato para que sejam concluídas. Veio o ultimato, mas não o dinheiro. “Deverá ser aberta uma nova licitação para contratar uma empresa para realizar as obras de macrodrenagem. Como estamos mais voltados na execução dessas obras, não conseguimos acompanhar direito as outras”, afirmou.
O prefeito explicou que uma equipe da Secretaria Municipal de Turismo foi até São Paulo para analisar a possibilidade de se construir um espaço de eventos dentro do Parque das Nações Indígenas, que será construído nas proximidades do trevo principal. “Não há liberação ainda para a construção desse parque.  O governo estadual pediu para regularizarmos o projeto do Country e provavelmente teremos que licitar essa obra novamente, por causa de alterações que foram solicitadas”, ressaltou.
Como se vê, ainda há um longo caminho a ser percorrido, as eleições gerais se aproximam e tudo leva a crer que a “herança maldita” das obras paradas será repassada ao próximo prefeito.
 
‘Nova Tamoios’
Outro problema que vem sendo enfrentado pelo município refere-se ao projeto da “Nova Tamoios”. Trata-se de uma novela que já tem cerca de cinco anos, sem que haja uma solução. Até agora o tupãense não sabe direito o que está acontecendo. A hipótese mais provável é que o cofre do governo estadual tenha “secado”, quando o projeto foi aprovado. O governo de José Ricardo Raymundo não dá muita importância para essa obra, considerada polêmica e problemática demais.
Para se ter ideia, se o projeto fosse realizado, aconteceria em fases. Na primeira, haveria a instalação de galerias pluviais no trecho da Avenida Tamoios, situado entre as ruas Coroados e Tupis.
Depois, os trabalhos prosseguiriam com a implantação de galerias pluviais, recuperação do pavimento e contorno do passeio, rampas e calçadas, croqui elétrico, paisagismo, sinalização vertical e horizontal. 
 
Country
Outra tragédia turística é o projeto de revitalização do antigo Country. A prefeitura recebeu a área em doação, em troca de pagar algumas dívidas, principalmente trabalhistas. Definiu um projeto bonito, mas difícil de ser executado. Os anos vão passando e nada acontece.
Como resultado disso, o espaço do Country continua abandonado. Houve uma tentativa de barrar o acesso, com o fechamento da portaria, inclusive com o depósito de caminhões de terra. Mas nada como a criatividade do tupãense, que descobriu diversos outros acessos, facilitando ainda mais uma boa pescaria na represa, o que acontece todos os dias, mas principalmente nos finais de semana.
Não se sabe ainda se o projeto será viabilizado. O prefeito José Ricardo Raymundo ponderou que, depois de terminado o projeto, será preciso colocar toda estrutura para funcionar. Isso vai exigir um alto custo de manutenção, que a prefeitura provavelmente não teria como arcar. Ele ainda vem buscando parcerias com a iniciativa privada, mas a crise no momento tem impedido qualquer evolução nesse sentido.
De acordo com o projeto, serão construídos novos quiosques, duchas, deck, restaurante, praia artificial, ponte, conjunto de piscinas, área para pesca e melhorias no lago. 
O clube municipal, se sair um dia, contará ainda  com   implantação de estruturas físicas, como enfermaria, sanitários e vestiários. Será preciso contratar dezenas de funcionários municipais para colocar o clube em funcionamento.
 
Parque Indígena
Outra obra considerada inadequada, porque o acesso exigirá ultrapassar a SP-294, o parque indígena prevê a construção de quioques, esculturas e outros objetos que remontem à cultura indígena. A criação do parque iria embelezar o acesso principal da cidade, mas é alvo de diversas críticas da população.
 
Dentro do Parque das Nações Indígenas seria construído um Centro de Eventos, para atrair o macroturismo regional. O Centro de Eventos, a ser implantado no Parque das Nações Indígenas, se o mesmo for aprovado, será construído em local plano e poderá ter capacidade para 2 mil pessoas, diversas áreas livres, palco móvel e estacionamento.
Como se observa, existem projetos demais para recursos de menos.
Fonte: Jornal Diário de Tupã

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